a quadra

a quadra, é tão somente um dia nos trezentos e muitos que me dá vergonha de celebrar, quase que preferia estar de novo, com algum antepassado ainda grotesco e em composição mental, sem a evoluída arte de se achar hominídeo,

às crianças ainda se dá um golpe de desculpa, até porque em comparação temos outras crianças que, devido ao seu meio social de (ia dizer de composição, mas acho melhor não, ficará melhor assim…), decomposição, sobrevivem para equilibrar a razão do homem,

nunca se aperceberam, que o estado neutro é sempre o melhor, nem efusivos nem depressivos, mas o neutro estado de um agora, se pensar cada vez que eu rio alguém chora, se pensar quando alguém morre outro alguém nasce, quando se oferece alguém rouba, são destas evidências a quadra,

mesmo numa família, existe sempre aquele que abastece e o que carece,…

retrocedendo, eu mencionei que queria voltar a ser um hominídeo, não creio que nesta altura se tenha sentido muito, ainda o sentir estaria em evolução,

poderão os psicólogos estudiosos do pensamento e outros abismados nas suas convicções, pensar que estou a pender para um algum lado, e, têm razão, estou a pender para o lado que me foi dado sempre analisar, sem pretensão, coisa que muitos fazem,

e boas festas porque fica bem dizer: feliz natal,

há muito que alterei tudo isso, mesmo sendo contra a vontade dos que me rodeiam e sinto por eles, … não tenho mesmo nada a dizer, nem é por ser igual, é só porque não há mesmo nada de nada a trocar.

boas festas é eu dizer bom dia a quem me dá bom dia, perguntar como está ou como vai indo se precisa de alguma coisa, no dia a dia, no momento sem exigir e, tanto no respeito que apesar da amizade não sou capaz de fazer algo sem comunicar, … vivam os humanos, e os que pensam que também sabem, como me foi dito noutro dia: “é muito bom achar que tem ainda a aprender”, nesta frase nota-se o quanto o outro sabe que sabe… enfim

ficar longe, deste frenesim que é tão desumano, pena eu não conseguir ou poder ajudar outros, não tenho como, só o mimo de estar e sorrir, mas alguns acham pouco, outros exagerado… é impossível, … ainda vivo.

seja o que for …

e, continuo o meu sonho de ser vadia, não a vadia que alguns mentalizam, mas o sentir de um vadio, o vadio perdeu tudo, nada tem que lhe levem a não ser a vida, apesar de esta ser a rua de muitos… e é exactamente essa a filosofia, não discriminar ninguém, no dia em que todos entenderem, perceberão a razão porque todos entram sem qualquer explicação, mas têm me ensinado… se calhar não precisava de voltar a lembrar-me, não aqui, a sociedade é de todos os vírus o melhor e o pior…

esta é só mais uma sociedade que se apraz por existir, viva a evolução, afinal sem esta ferramenta, não conheceria tantos de vós, os que já me cruzei ao vivo e, com os que nunca me conseguirei cruzar, mas que já marcam a diferença em mim,

muito obrigada

 

Boas Festas

ana’C

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e… porque há sempre tanto a dizer

e… porque há sempre tanto a dizer

quando o silêncio invade e os pensamentos tendem a nos alcançar, a solução é não pensar

preencher de vazio o que nos dá vir à mente e concluir que só a gente não se nega e não se mente

dá-se por se dar connosco e também com outra gente, que é quase quase igual à gente

somos seres iguais e irmãos feitos da mesma gene primária mas que raridade vária é aqui morar

se somos seres diferentes porque o dizer haveria de ser igual e, claro que, temos muito que dizer

por isso cá andamos para passear e entreter, no meio aproveitamos para viver, tentando conviver

mas porque do silêncio vem um riso de estarrecer ficamos parados e até nos pensamos ser

afinal o silêncio sempre teve razão de ser um sorriso vestido de pensamento silenciado

e para quem não sabia ficaria a saber que o despojo era adormecer em vez de ficar acordado

talvez numa outra história te possa voltar a contar a união que vislumbraste ocasião

e era a história mais pura que gostaria que  te contemplasse a ti e invadisse teu coração

mas no silêncio prova-se o consentimento e a realidade do vento no riso que a vaga deu ao mar

agora vou ter juízo porque esta onda curta já deu o que me tinha a dar a correcta forma de voltar a amar

 

grata

_/|\_ ❤

ana’Carvalhosa©direitos reservados
23 dez 15

 

momento primeiro

quando me abandonas sonho e cresces em mim realidade esperando ver-me sempre sorrir de verdade, na vida luminosa pelo sol ou na turbulenta chuva nublada, miudinha e fria, mas não congelada que de tão suave é até desejada, são as águas amnióticas onde já estive guardada, como ovo germinado único e primeiro, fusão dos tempos, do universo gentes e mentes, fauna e flora, adão e eva quando me abandono no pecado e, apesar de repetido é sempre sentido como se fosse o primeiro, momento.

onde tu não existes e estás em tudo,

onde sem te ver até te sei e conheço

onde o mar é a parte líquida da terra

onde o céu é o fogo interno da montanha

onde eu não estou nem tu existes

mas a saudade persiste no momento primeiro…

 

ana’Carvalhosa©direitos reservados

22 dez 2015

 

Ala-Blue 05*amnióticas – relativo ao saco e líquido onde o feto nasce