08 jan 2016

só te preciso num infinito minuto, num infímo que me dê uma infinidade, nada mais posso desejar do que te saber encontrar num formato redondo sentado ou em pé, mas dentro em mim para te saber para te aprouver do imenso estado onde sem clique te possa ligar e ver, estás e estarás aí para te ouvir ou somente para num silêncio universal sentir-te como enorme, uma iluminação sem igual, preenchendo e iluminando a si chamando de nosso o mundo onde nos deixar habitar o sentir mais ímo do nosso ego ser

encontrar o que nos guia em nós e por nós é a magia da independência num estar em conjunto na competência da aceitação tolerância e gratidão

seguirmos sorrindo pelo estelar espaço onde viajar nunca nos levou, uma surpresa constante e, deixarmos-nos ir como somente uma luz à deriva fossemos, sem o medo de nos perdermos, o pânico de não nos acharmos, não esperarmos, sabemos que iremos encontrar sem nada querer o que temos missão de estar, viver e ser,

bem, eu encontrei, espero que todos encontrem também

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07.janeiro.2016

houve um tempo em que o tempo corria e não se tinha tempo no cabalístico momento o tempo corria predestinado ao tempo, só o tempo era preciso para que houvesse contagem… hoje não houve tempo para cronometrar o tempo …

fez-se prioridade deixar o tempo passar e quando acordasse… soubesse que havia passado o tempo, sem farpas espinhos ou agruras, nem lamentos, na continuação dos tempos, há sempre outros dias, outras épocas, outras eras…

houve um tempo em ser sete era um mistíco ser até lhe acrescentarem zeros depois ou antes que o filme role no tempo e venha outro e a soma de outros mais para completar o conjunto natural dos números e aprenderemos a ser mais e mais, na qualidade de sermos só nós e individuais…

©ana’Carvalhosa

06.jan.2016

é sempre mais barato levar dois em vez de um e à meia dúzia recordar que é na meia lua que se aguarda a dúzia inteira, que do meio disparate se dispara um disparate inteiro

é o seis um nove invertido, mas não é por isso, que não é um número quando infinito e findo, é um seis de iníciode novo ciclo de primavera e fim de um ciclo de dezenas

seis …

05.jan.2016

cinco vértices são os sentidos da união na mão nos sonhos eternos das quinas de uma população somos 5 e um universo uma plageia de espaço infinito num conforto quase universal não seja a razão uma mais casa decimal

cinco pontas tem o destino no fado de um só indicativo seguir à justa a regra da lei sem qualquer perigo no abismo é tombar na palma simples e aberta de planícies e montanhas desertas onde a seca impera e sse chora é nela que a gente se esfrega

tão diferentes que somos que nos distanciamos do que fomos, espécimes em velas desenhadas esperando o suceder para aquecer na sombra da iluminação, derretendo pelas pontas até encontrarmos o fundo à enorme questão

quem somos quem eles são, são os cinco dedos diferentes que formam a nossa mão.

©ana’Carvalhosa

04.jan.2016

sou o dado formado com quatro lados sou jogado, tenho a mesa rectangular forrada para um banquete a quatro lados são quatro os estados rectos de uma toalha de mesa bordada por todos os lados com as quatro pintas tecidas na pontas das mãos

quatro doiradas folhas no trevo da redenção são os quatro caminhos elevados aos céus peregrinos descalços são só dois nos quatro pés que não são meus

mesa redonda de quatro véus nas quatro paredes transparentes que me deram aos som dos ventos natureza dos ecos aos 4 ventos

 

©ana’Carvalhosa

03.Jan.2016

porquê 3 porque não é só um ou dois… porque tem de ser três se até somos biliões…

três é uma conta certa, de quem conversa entre si com milhões, um triângulo de vértices, tantos triângulos quantos possamos efectuar, só mais um para se encantar

em 3 partes se divide o corpo humano e em três o homem criou a fé que se fez, em nome do pai do filho e do espírito santo, em nome da origem do destino e do percurso eterno, em nome do nascer do viver e do morrer, ciclo completo do ser, vivendo aceitando e crescendo

porque 3 são sempre os elementos presentes, principio meio e fim, num ciclo de criação onde há sempre continuação

e, foi assim que o número 3 deu origem à trilogia de lendas mitos contos narrados na tradição, e tanto mais se pode dizer,

é o primeiro da união, um só é nada, dois á uma linha e 3 a sua firme consolidação, enquanto houver um terceiro temos outra opção

e é assim que o 3 é mistério, quem é o terceiro senão o terço porque te reges, aquele que te incendiou o pensamento, faz-te transbordar na incerteza, sim não ou talvez,

talvez seja este o caminho, mas respeito o sentido e sigo velando devagarinho para crescer junto com o monte o monte que me dará o carinho que preciso de descansar no cume da montanha onde um dia irei chegar,

abrirão para mim as portas dos carvalhos e dos abetos as janelas das acácias e jacintos e eu refrescarei meu ser das 3 fontes da terra, solo, água e fogo num vendaval de vento que me içará no ar

©ana’Carvalhosa

02.jan.2016

observo a sucessão dos dias e, apercebo-me do par de minutos que se anunciaram, horas no lazer, na escuta dos ecos e, voltou-se a nascer…

em todas as sucessões há um par, uma linhagem a ultrapassar, nada é de ninguém, e tudo vale só enquanto se cá estiver, depois… óh, depois, é uma comunhão, como eu e tu, e mais uns milhões.

e, tudo se passar, de igual, onde houver um bem, há igualmente um mal, a conjugação do imperativo de estar e não estar nos dois estados do ser: corpo e alma por viver

observar a sequência e deixar ir e andar até o infinito encontrar outro ímpar para que se possa mais somar que aderir

aceitar existir no positivo e negativo sem nada alterar, o que tiver de ser, não é fatídico, vem cá parar,

©ana’Carvalhosa

 

01.Jan.2016

há sempre um primeiro! há! haverá…?

somos todos filhos do gene primeiro, sem a questão quem foi o primeiro, nascemos no mesmo modo igual, com toda a informação primeira, evoluímos com ela, mantêm-se em cada um de nós, para a encontrarmos é que estamos a anos-luz de distância e, sucessivamente, perdemos a capacidade primeira de a encontrar à primeira, temos de tentar e tentar, ir procurando entre a tralha dos séculos, o que aos poucos após nascer perdemos, temos de nos esforçar por saber porque nascemos, se para morrer bastamos, não é lógico, o movimento, a ordem nas coisas, portanto, no primeiro há-de haver uma razão…

eu sou filha do acto primeiro e, procuro incessantemente o primeiro momento que me fez estar aqui, porquê, porque só o encontrando eu sei que aqui é a passagem para a recordação, para a lembrança, da primeira combustão, e, quando a encontrar quero saber porque existiu a explosão, e quando souber porque existiu a explosão eu quero saber quem inventou o gatilho, quem construiu o fusil, e porque a pólvora tem luz azul, e, porque o espectro é tão colorido e diversificado se tudo já foi união.

este é o primeiro, como parte do registo do meu quinhão.

 

©ana’Carvalhosa
01.Jan.2016